A história de Kevin Riccieri em Ben-Hur começou muito antes das gravações
Da aprovação ao sonho realizado: a trajetória de Kevin Riccieri em Ben-Hur
A trajetória de Kevin Riccieri em Ben-Hur, nova produção bíblica da Record, é daquelas histórias que começam antes mesmo das câmeras serem ligadas. Para o ator mirim, de apenas 7 anos, a participação na série representa mais do que um trabalho artístico: marca uma fase de amadurecimento, coragem e descoberta dentro de uma das maiores experiências de sua jovem carreira.
Tudo começou com um teste realizado no Rio de Janeiro. Ainda pequeno, Kevin encarou o processo seletivo com a seriedade de quem já compreendia que aquela oportunidade poderia abrir uma porta importante. Ao lado da família, viveu dias de expectativa, ansiedade e esperança. Cada etapa foi acompanhada de perto, não apenas como uma tentativa de conquistar um papel, mas como parte de um caminho que exigia preparo, disciplina e confiança.
A resposta positiva veio por meio de uma ligação de Cida Maziero, responsável da produtora Atores Unidos. A notícia da aprovação transformou a rotina da família. O que antes era expectativa passou a ser realidade. Kevin havia sido escolhido para integrar o elenco de Ben-Hur, uma produção de grande porte, inspirada em uma das histórias mais conhecidas da literatura mundial e ambientada no período bíblico.
A alegria, no entanto, veio acompanhada de uma decisão importante: deixar São Paulo e se mudar para o Rio de Janeiro. Para uma criança de 7 anos, essa mudança não representa apenas uma alteração de endereço. Significa adaptar-se a uma nova rotina, conviver com horários de gravação, ensaios, preparação de personagem, deslocamentos e compromissos profissionais. Para a família, também foi um movimento de coragem. Apostar no sonho de Kevin exigiu reorganizar planos, enfrentar inseguranças e entender que a conquista trazia responsabilidades reais.
Mesmo tão jovem, Kevin demonstrou maturidade diante da nova fase. Um dos momentos mais marcantes de sua preparação foi a decisão de raspar o cabelo para viver o personagem. Em muitos trabalhos audiovisuais, a transformação física é parte essencial da construção dramática. No caso de Kevin, o gesto ganhou ainda mais peso por se tratar de uma criança. Raspar o cabelo deixou de ser apenas uma exigência estética da produção e passou a simbolizar seu comprometimento com a atuação.
A atitude chamou atenção pela naturalidade com que ele abraçou a mudança. Enquanto muitas crianças poderiam resistir a uma transformação tão visível, Kevin encarou o processo com profissionalismo e entusiasmo. A decisão revelou uma característica importante para quem deseja seguir carreira artística: compreender que atuar exige entrega, adaptação e disponibilidade para viver realidades diferentes da própria.
Nas gravações, Kevin passou a conviver com um universo maior do que o de uma simples experiência infantil. O set de uma produção como Ben-Hur envolve equipe técnica, direção, figurino, caracterização, preparação, marcações de cena e uma rotina intensa de trabalho. Cada diária se tornou também uma aula prática. Entre uma cena e outra, o ator mirim aprendeu sobre escuta, concentração, paciência e convivência profissional.
A jornada também trouxe amizades e memórias que devem acompanhar Kevin por muitos anos. Para uma criança, estar em um ambiente de gravação pode ser encantador, mas também desafiador. Há momentos de espera, repetição de cenas, necessidade de silêncio, foco e obediência às orientações da equipe. Kevin, segundo a trajetória relatada pela família, tem mostrado evolução a cada etapa, crescendo não apenas como ator, mas também como pessoa.
Sua participação em Ben-Hur reforça a importância das oportunidades bem conduzidas na carreira de jovens talentos. O teste no Rio de Janeiro foi o ponto de partida, mas a aprovação só se transformou em conquista porque houve preparo, apoio familiar e dedicação. O caso de Kevin mostra que o talento infantil precisa ser acompanhado de responsabilidade, estrutura e orientação profissional.
Hoje, sua história já representa um exemplo para outras crianças que sonham com o audiovisual. Kevin prova que grandes trajetórias podem começar cedo, desde que exista comprometimento e suporte adequado. O caminho entre a aprovação e o sonho realizado não foi feito apenas de emoção, mas de escolhas concretas: viajar, mudar de cidade, adaptar a rotina e aceitar transformações em nome de um personagem.
Para Kevin Riccieri, Ben-Hur não é apenas um projeto no currículo. É uma vivência que une aprendizado, superação e descoberta. Aos 7 anos, ele já experimenta uma realidade que muitos artistas buscam por anos: fazer parte de uma grande produção, dividir espaço com profissionais experientes e entender, na prática, a força da atuação.
“Eu sabia que seria um desafio, mas também uma grande aventura. Cada dia de gravação tem sido especial e estou muito feliz por viver tudo isso”, afirma Kevin Riccieri.
A frase resume bem o momento. Entre a infância e a responsabilidade de um set profissional, Kevin segue construindo sua trajetória com coragem. Sua caminhada em Ben-Hur mostra que sonhos podem nascer de uma simples oportunidade, mas só se tornam realidade quando encontram dedicação, apoio e paixão pelo que se faz.
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