Articulações e artrose: É melhor tomar ou injetar ácido hialurônico?

O tratamento da artrose, uma condição degenerativa que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, tem sido o foco de diversas pesquisas e inovações médicas. A condição é caracterizada pela deterioração da cartilagem das articulações, resultando em dor, rigidez e perda de mobilidade. As opções de tratamento tradicionalmente incluem medicamentos orais, terapias físicas e, em casos mais graves, cirurgia. No entanto, o desenvolvimento e uso de ácido hialurônico injetável têm mostrado resultados promissores, oferecendo uma alternativa menos invasiva e mais direcionada para o alívio dos sintomas.

Segundo o ortopedista e especialista em quadril, Dr. David Gusmão, os compostos orais comumente usados no tratamento da artrose incluem ácido hialurônico, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), corticosteroides e suplementos como glucosamina e condroitina. “O ácido hialurônico visa reduzir a dor e melhorar a mobilidade. No entanto, uma desvantagem significativa dos suplementos orais é sua biodisponibilidade limitada e efeitos sistêmicos. Ao serem metabolizados pelo sistema digestivo, eles podem perder parte de sua potência”, afirma Gusmão

De acordo com o especialista, o ácido hialurônico injetável representa uma abordagem focada que mira diretamente a articulação afetada. “Ele é um componente natural do fluido sinovial, que ajuda a lubrificar e amortecer as articulações. Injeções de ácido hialurônico podem repor esse fluido, melhorando a mobilidade e reduzindo a dor. As injeções são frequentemente recomendadas para pacientes que não respondem adequadamente aos medicamentos orais”, acrescenta.

Ele ainda destaca que as injeções podem melhorar significativamente a função articular e diminuir a dor. “Estas injeções são administradas diretamente na articulação, permitindo que uma concentração mais alta do medicamento atue no local desejado, sem os efeitos colaterais sistêmicos associados aos tratamentos orais”, pondera.

O uso de ácido hialurônico injetável ainda envolve alguns desafios, incluindo o custo do tratamento e a necessidade de múltiplas injeções para manutenção dos efeitos. Além disso, a eficácia das injeções pode variar dependendo do estágio da artrose e das características individuais do paciente. Pesquisas futuras são necessárias para otimizar as formulações e métodos de aplicação, bem como para entender melhor os mecanismos pelos quais essas injeções aliviam a dor e melhoram a função articular.

A escolha entre essas opções deve ser feita com base em uma discussão cuidadosa entre o paciente e o profissional da saúde, considerando todos os aspectos de sua condição de saúde e estilo de vida.

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