Como é o Natal de uma família de Superdotados?

Você já imaginou como crianças superdotadas costumam participar de datas comemorativas, como elas passam suas férias e comemorações longe da escola? Longe dos livros didáticos, como será que essas mentes brilhantes celebram momentos especiais como o Natal? Será que os pequenos ainda acreditam em Papai Noel e outras figuras mitológicas? Distanciando-se temporariamente das salas de aula, é possível que eles busquem desafios diferentes, explorando novas áreas de interesse e, talvez, desenvolvendo talentos não diretamente ligados aos estudos convencionais.

Em um lar onde o extraordinário é o comum, Ygor e Jessica Ribeiro, pais das crianças superdotadas Yuri, Theo e Lis Costa Ribeiro, compartilham como celebram o Natal de maneira única e cheia de aprendizados. Ygor explica que o Natal em sua casa é uma das datas comemorativas mais antecipadas do ano, “Não costumamos viajar e concentramos nossos esforços para curtir esse momento com a família próxima. Montar a árvore de Natal é uma atividade em equipe, envolvendo todos os membros da família. Nos planejamos, escolhemos detalhes, reproduzimos diversas tradições”, afirma o pai das crianças.

A mãe explica que cada criança participa com algumas atividades, exercitando de maneira lúdica a responsabilidade na data comemorativa, “Esse ano o Theo ajudou a planejar onde colocar as bolinhas, a Lis ajudou a separar por tamanho, e o Yuri está empenhado em bagunçar o máximo que pode tudo que montamos”, acrescenta Jessica.

Eles explicam que a parte mais desafiadora talvez seja explicar como funciona o Papai Noel, especialmente com crianças na escola que já não acreditam mais nele, “E lógico que sempre explicamos para nossos pequenos, que o Natal é toda essa magia, mas que a celebração vai muito além dos presentes e do “Bom Velhinho”. Eles sabem que o Natal é uma comemoração cristã que relembra o nascimento de Jesus Cristo. O que passamos para nossos filhos é que o Papai Noel é uma criatura mágica, e a magia existe somente enquanto você acredita nela”, compartilha Ygor.

“Somos sinceros que enquanto eles acreditarem no Papai Noel, ele vai existir. E que aqueles que deixaram de acreditar realmente não conseguem mais entender como é possível um velhinho entregar infinitos presentes em apenas uma noite para crianças em todos os cantos do mundo. Mas acontece, não é mesmo? Acontece para quem acredita, como quase tudo na vida. Então, é difícil explicar o Papai Noel, mas fazemos de uma maneira que seja uma lição de vida também, preservando a curiosidade e inocência infantil”, completa Jessica.

Quanto às férias e final de ano, a família Ribeiro busca a conexão com a natureza, “Vamos viajar ao interior, pois nossos pais têm chácaras com espaço verde e lazer para as crianças terem mais contato com a natureza”, destacam. Eles explicam que esses momentos com os avós são impagáveis e finitos, então tentam proporcionar o máximo que podem, “Muitas das nossas melhores memórias da infância costumam ser com nossos avós, e queremos que eles tenham isso também”, acrescenta Ygor.

Sobre os estudos, Ygor brinca: “Aqui em casa nunca para. Por escolha deles, não nossa.” O Theo, interessado em eletrônica, recebeu um Arduino para explorar e construir seu próprio robô, “Ele quer construir um robô que pisca os olhos e faz barulho”, compartilha orgulhoso. A mãe explica que Lis foca em aprimorar a leitura e escrita, sempre com uma lousinha na mão.

A família Ribeiro celebra não apenas a data festiva, mas também o espírito de aprendizado contínuo e a singularidade de suas tradições familiares.

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